A pandemia do coronavírus trouxe para as famílias uma situação diferente em relação ao regime de convivência dos filhos com os genitores (pai e mãe), tanto em face aos riscos de contagio como em face da suspensão das aulas escolares presenciais forçando uma adaptação dos acordos realizados ou decisões proferidas quanto a visitação que preserve o melhor interesse e integridade da criança, mas que também não prejudique o convívio com pai e mãe.

Desde o início da pandemia vários pedidos de definição judicial quanto ao regime de visitas têm chegado ao judiciário e a recomendação é que as partes cheguem a um consenso amigável e extrajudicial podendo ser usado para esse período pandêmico o mesmo regime definido quanto ao período de férias escolares.

Dessa forma, a sugestão que mais tem prevalecido no meio jurídico é de que a melhor interpretação a ser realizada a qualquer sentença ou acordo firmado, enquanto perdurar essa situação, é seguir a estipulação já existente quanto às férias, em especial, ao período de verão, que é o maior tempo sem aulas que os filhos desfrutam.

Na ausência de previsão sobre as férias, a sugestão é de se construa em comum acordo, uma divisão de tempo igualitária, como por exemplo, o filho passar uma semana ou quinze dias com cada genitor, sempre respeitando as normas e recomendações de saúde, ou seja, evitando transitar desnecessariamente e pegar transporte coletivo para não ser um veículo propagador da doença.

Nesse período a convivência virtual, por meio de computador e celular, deve ser incentivada, principalmente em casos de pais que residem em cidades ou estados diversos, como forma de bem preservar o direito constitucional dos filhos de conviverem com ambos os genitores.